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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Gosto de Sopa! Ao Almoço e ao Jantar


Decidi puxar para a berra um assunto de que ninguém está à espera!! Comida! Sou um génio, eu sei já me têm dito. Reparem que neste momento só se fala de comida no Masterchef, e no Peso Pesado, e nas 7 Maravilhas da Gastronomia, e em todos os programas da manhã, e nos Perdidos na Tribo mas aí falava-se da falta dela.

Gosto de ver o Masterchef, acho que vou concorrer à segunda edição, confesso que até já ando a treinar no Paint. Arrisco?
Mesmo assim seria muito complicado, como vou saber o que é aspic ou um brochette ou mesmo um court-bouillon? É engraçado ver os chefes a utilizar esses termos e os pupilos a escrever no “portable”.

As 7 Maravilhas da Gastronomia começaram com o que todos estavam à espera. Câmaras municipais a processarem outras câmaras pelo simples motivo de achar que um doce qualquer é de uma região e não de outra. Bastava seguir o caminho que todo o mundo utiliza quando tem dúvidas. Votação no Facebook.

Os programas da manhã passam por várias fases. Num momento estão todos contentes a bater palmas e a rir como a seguir estão com ar sério e a falar do desempregado que não tem dinheiro para pagar o Mercedes. Na comida é a mesma coisa, tanto está um chefe a fazer doces com calorias que nunca mais acabam como aparece o brasileiro a vender o produto da moda para emagrecer, apresentando vídeos todos giros de uma bomba amarela a explodir na barriga.

Bem à portuguesa, no Peso Pesado ganha quem vende mais revistas e escândalos e não quem perde mais peso. Mas dá-me um prazer enorme comer uma bolachinha quando se vê os gordinhos a correr.

Agradecer à Rita que me fez pensar em comida.

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A minha ida à Guerra!

Há tempos chegou o meu dia da recruta moderna, eu digo isto para parecer uma coisa imponente. Dia da Defesa Nacional, para ser sincero até gostei, até do almoço eu gostei! Estou a reinar, o almoço estava frio e as cadelinhas ainda respiravam.

A data começou bem com o motorista a pôr os meninos na linha, “TUDO A SENTAR DE FRENTE PARA TRÁS, NÃO QUERO BANCOS VAZIOS!”. Fora disso tudo bem, até levou a conhecer as capelinhas todas à volta do quartel para fazer tempo. Entramos pelas portas das traseiras na guerra, para ninguém nos ver, só faltou vestir o camuflado. Aquilo é uma avenida e tem mini aldeiazinhas de um lado e do outro, com fronteira e tudo, faz lembrar as aldeias gaulesas do Astérix ou aquelas repúblicas académicas que se vem nos filmes como american pie (por falar nisso).“Não é que eles não façam o mesmo ou pior” avisou o motorista quando disse para não termos “relações amorosas” dentro do campo, “Amor, entramos na guerra, vamos dar um tempo ok? São ordens”.

1ª Actividade do dia foi ouvir o hino nacional, foi giro ver os soldados apresentar armas e estar em sentido e tal. Armas que eram espadas de capar grilos, como se na guerra usassem espadas para combater o inimigo. Soou a trompete e lá ficamos em silêncio a ouvir metade do hino nacional, a outra metade a radiofonia (que já deve ser do tempo da guerra (bom trocadilho)) não quis tocar, aquilo até podia correr bem se fosse como nos concertos onde o artista diz a primeira frase e o público canta o resto, mas ali acho que não fazia sentido.

Era um dia especial na unidade, o quartel fazia anos e contávamos com a presença do ministro da defesa. Íamos assistir a cenário de guerra com tiro real. Wow. Tomamos o pãozinho e o leitinho do pequeno-almoço da guerra e fomos assistir a uma cerimónia com discursos e condecorações. Luz do meio-dia, os convidados, chefes e ministro à sombra e os militares todos direitinhos ao sol. Digamos que não foi um momento agradável assistir aquilo. Só que de repente dá início o “show” propriamente dito. Lá começa um de vez enquanto a ir com a cara direitinho ao chão, caiem que nem tordos! Entendi nessa altura o porquê das armas deles não estarem carregadas. Meteu espécie, vem um sujeito aqui e para o convencer a ir para a tropa põem a ver militares a desmaiar logo ali afrente. Bom. As condecorações aos chefes, foi do género “4ª classe de artilharia”, penso que era pelas novas oportunidades, só pode.

A melhor parte. Tiros e carros a queimar gasolina, ou dinheiro a ser mal gasto como queiram. Iniciou logo bem com os convidados e a socialite a receber tampões para os ouvidos e o povo (nós) a ter de tapar os ouvidos com as mãos, na boa. O espectáculo ia começar. Primeiros 5 minutos e eu maravilhado com os carros andar e a maquilhagem que eles traziam. Pergunto a um tenente se podíamos ir ver os tanques quando terminasse a simulação, ao que recebo como resposta algo como “O Jovem está desde manhã a ouvir a falar de carros de combate e agora vem me falar de tanques de lavar a roupa?”, lá se foi a minha cunha para o exército, pensei eu. Vimos os militares a falarem uns com os outros por código em que metia Charlie Bravo Veado (no Brasil estavam tramados). Pode-se dizer que a carta final foi os disparos do F-16, temos 20 no país, visto que o Papá vem cá só de vez enquanto não sei o porquê de tantos.
É incrível a quantidade de dinheiro que se estoirou em meia hora, sem dúvida que o espectáculo foi bom, nem Filipe La Féria fazia melhor, mas foram uns trocos tão mal gastos. Se disser que em três soldados existe um carro de combate parado no parque de estacionamento deles não é mentira nenhuma. Para que tanto carro? Para fazer street racing na avenida? Fazem mesmo lembrar carrinhos de choque com aquelas antenas, se juntar os morteiros temos a festa de Agosto quase feita.

A minha ideia era dar uma espingarda uma bala e uma guita a cada um, assim quando disparassem bastava puxar a guita e reutilizavam a bala. Ou então como Raul Solnado dizia, era pôr a disparar supositórios, além de não matar ainda curavam alguns.
Podiam poupar noutras coisas como no arame farpado. Eles nem devem ganhar para as calças.

O resto do dia foi normal, com café oferecido pelo ministro. Juro que pensamos em levar o estado à falência e beber cafés até não nos conhecermos uns aos outros, mas depois ainda ouvia da minha mãe e era chato.

Em suma, recebi uma célula nova, para guardar num lugar Bimbo, "fresco e fofo". Piada de Alferes é o que dá.

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

quinta-feira, 10 de março de 2011

Carnaval rima com Portugal

Fingimos que está calor,
Fingimos que não chove,
Fingimos que dançamos o samba…

Só com este verso ficava um texto feito sobre o carnaval. Não é daquelas coisas tipicamente portuguesas que gosto mais, prefiro o halloween. Gosto especialmente de ver as denominadas matrafonas, eu chamo-lhe borboletas. Porque aproveitam estes dias para abrir as assas e mostrar toda a sua beleza interior. Mas sem dúvida que existe coisas bastante originais por aí. E com os prémios que todos os bares dão é de apostar. Agora que já passou a época, já posso revelar qual seria o fato que arrebataria todos os prémios e mais alguns. Era de Saca-rolhas. Ninguém se lembrou disto?

Eu lembrei-me, só que não tinha logística para tal, e ainda tenho alguma dignidade. Por ventura, até dava para ganhar prémios de conjunto se algum membro da parelha andasse vestido de Borboleta (com cabelo branco curto de preferência).

O resto da noite é igual às outras, mas com pequenas nuances. No resto do ano, ficamos sempre ao lado de um jagunço a dançar com uma miúda gira, só que no carnaval alguém se lembra de lançar "confettis”, e cai sempre um no copo dele. Tentamos “disfarçar” a satisfação.

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Primeira Vez

O inacreditável aconteceu. Estava a turma a entrar depois do intervalo, quando a senhora professora, com um ar sério, começa a listar uns nomes de meninas. “Meninas x , y , z estavam a enviar sms na minha aula!!”. Tudo com um ar assustado a esconder o telemóvel e a pensar, “queres ver que a mulher adivinha?”, “querem ver que alguém foi contar à professora?”, mas não. Com um ar descontraído como quem tem o chupa-chupa maior, a professora diz: “Eu sei que responderam à sms da professora regente, no decorrer da minha aula!”.

Começou tudo na casquinada, num alvoroço total. Andamos sempre aprender, se receberem sms de professores durante as aulas, NÃO RESPONDAM! Há sempre uma primeira vez para tudo, imaginem que agora pega moda? Os professores até sabem umas coisas.

Hoje um passarinho fez me lembrar um dos momentos mais chocantes das crianças denominadas normais. O Dentista. Um passarinho e uma aplicação do facebook que disse que eu tinha um sorriso muito bonito.

“Mas a tua primeira ida ao dentista devia ter sido com 4, 5 anos, não?”. Não! Foi uma das prendas de natal que pedi aos meus pais. Parece mal um tipo com 18 anos nunca ter ido ao dentista. Mas foi giro.

No consultório:

-O Rui não vêm ao dentista há quanto tempo?

-Penso que há uns 18 anos.

-Não me diga que nunca veio ao dentista?!?!?!?

-Por acaso, acho que não.

-Bom, ou tens os dentes perfeitos ou estão numa lastima.

-Mas se tivessem maus já tinha cá vindo há mais tempo, senhora doutora.

A conversa continuou. Quanto mais avançava, mais eu via que não é normal ir ao dentista pela primeira vez aos 18 anos. Lá me sentou naquela cadeira toda quitada com luzes, aspiradores, brocas, e coisas de metal estranhas. É como começa metade dos filmes de terror. Fora isso, até nem correu mal de todo. Uma carie para os pardais e nada demais. Mesmo assim, uma que deu muitas dores de cabeça. Não a mim claro, mas à dentista que para me manter calminho mostrava a seringa com anestesia.

Terminou tudo em beleza, com a dentista a fazer queixinhas à senhora minha mãe porque não parava quieto.

Deu para ver o porquê dos miúdos não gostarem de ir ao dentista, no consultório não havia rebuçados de morango.

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Causas e Justificações

Quem é que nunca ouviu uma variante desta justificação: “Eu sei que estas aulas a seguir ao almoço, de barriga cheia, são tramadas”, mas também ouvimos, “Eu sei que aulas às 8:30 vocês ainda vêm a dormir” ou mesmo, “Eu sei que aulas antes do almoço está tudo com fome”. Resumindo, “se não é do cú é das calças”!

Lá está, um simples exemplo das aulas numa escola qualquer deste país, demonstra a cultura da sociedade em geral. Existem n provérbios e dizeres populares para justificar todos os actos e causas de tudo e mais alguma coisa. Nesta matéria somos os maiores e quem se atreve a trair a sabedoria tradicional?

- Oh chefe, desculpe o atraso.

-Quem espera desespera…

-Sabe como é o trânsito e mais vale perder um minuto na vida que a vida num minuto.

-Tempo é dinheiro! Para a próxima acorda com as galinhas.

-Eu sei que deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer…mas eu conheci um atalho novo e..

-Quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos.

-Eu confesso chefe, foi a minha sogra.

-Quem não tem sogra nem cunhado, é bem casado

-Tenho azar pelos vistos, mas a minha esposa é tão linda..

-Quem o feio ama, bonito lhe parece.

-Desculpe? Não ouvi o que disse...

-Abril águas mil!!

-Também foi uma razão para o meu atraso. A chuva e o meu carro, que foi um mimo, o que não ajudou nada.

-Quem compra barato compra duas vezes.

-Pois o barato sai caro. Mas eu juro que foi a última vez

-Quem mais jura mais mente e entre o dizer e o fazer há um longo caminho a percorrer

-Senão fosse mesmo o meu filho, tinha chegado a tempo.

-Tal pai, tal filho…adormeceram confesse. Mas estou surpreendido, cada tiro cada melro, sabe que quem muito fala, pouco acerta!?

-Mas eu estou-lhe a dizer a verdade!

-Sabe que do homem é o errar, da besta, o teimar, mas para grandes males, grandes remédios. Está despedido..

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Novembro, o 11º mês

Novembro é um bom mês, tempo da Azeitona (yupi), tempo dos Exames (yupi), tempo em que os hipermercados põem os brinquedos novos prontos para o Natal (yupi) e tempo em que os Ferrero Rocher colocam o seu chocolate à venda (yupi).

Pegando na última observação, fiquei a pensar o porquê de uma marca de tanto sucesso, ou seja, uma empresa que deve ter bons lucros, todos os santos Outonos põem sempre o mesmíssimo anúncio de uma cachopa (acho que até já se reformou) a entrar numa loja a procurar por chocolates que não estão à venda..(ohh). É sempre a mesma coisa! Diz-se que equipa que ganha não se mexe, mas possa…já está na altura de mudar!

Pegando na última palavra, vem à cabeça outro anúncio desta vez de ice tea. Este por sua vez quer pôr a palavra, ou melhor, o conjunto de letras “Mudasti” no dicionário. Ao que eu digo…NÃO. Qual é a piada disso? Para isso também colocavam as palavras: trocasti, falasti, cantasti, ganhasti. O que não é muito agradável de ouvir. A minha sugestão para este caso é eles pensarem noutra coisa. (Verdade seja dita, ajudas destas é que o país precisa!)

Pegando na última palavra do parágrafo anterior, posso dizer que é das palavras mais conflituosas da língua portuguesa. Coisa. Para já não tem sentido: “Dá-me aí essa coisa! Uhh fiquei a perceber tudo!”. Outra coisa deveras importante é encontrar uma palavra que rime com coisa!! Além de poisa…que nem é uma palavra convincente.

Pegando pela primeira vez neste texto na última palavra do parágrafo anterior, posso dizer que é daquelas coisas que me perturba a alma. Os trocadilhos. O rapaz chamava-se Vicente e o apresentador vira-se e diz: “foi uma actuação conVicente!”. Ahah muito bom. Mas na televisão tudo se faz. O rei dos trocadilhos é sem dúvida o Quim Barreiros e a rainha da noite o Fernando Mendes. Divirtam-se a ver num final de tarde o fantástico programa de adivinhar os preços de latas de conserva e aposto que trocadilhos engraçados não irão faltar.

Pegando, pela última vez, na última palavra posso dizer que me falta algum jeito para perceber o que as disciplinas de Física e Química, me vão ajudar na vida. Quem é que precisa de calcular forças no dia-a-dia?

Nada melhor que um exemplo:



Qual o módulo da velocidade que existe ao elevar a colher com 4 gramas de cereais à boca sabendo que f($)=0,92+-0,34.

Note-se que x=45º. Calcule a força gravítica exercida na colher pelo agente terra.

Será que com 3 Newton de força consigo levar o corpo (colher) à boca?

Qual o significado da expressão Fe – T1 =m1a1x no problema.

(Diga-se que este exemplo não tem qualquer base científica, se não tivessem reparado.)

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

100 Dias de Férias

Depois de 100 dias de férias (acreditem porque contei), lá vi que estava na altura de voltar à escola. Fiquei colocado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em Engenharia e Gestão Industrial. Uh, pelo nome vê-se que é coisa imponente! Mas…ciências? Pois, fiz o meu secundário todo com economia e geografia à perna e agora vou para ciências? Digamos que gosto de experimentar coisas novas, (ou então foi porque nem a Universidade Sénior Albicastrense me quis) mas por um lado se conseguir acabar o curso posso dizer que, além de um Homem culto e com conhecimento em variadas áreas, fui um aventureiro!!! Contudo se repararem bem o se está a negrito por causa das coisas…

No dia da inscrição soube que ia apanhar uma injecção de uma coisa denominada Matemática 0, durante uma semana, com exame no fim. Não reagi bem à dose e agora fico internado até ao fim do ano com está doença. Posso dizer que comecei o ano com uma cadeira em atraso. (5 pessoas a perguntarem-se “mas com isto é possível começar o ano com uma cadeira em atraso?”). Manias…

Passada essa semana, lá chegou o bem dito horário com as minhas disciplinas que são mais ou menos estas: Química, Física, Álgebra e Desenho técnico. Fácil para quem teve economia e geografia 3 anos…(Ironia).

Como podem pensar a primeira semana foi engraçada, mas foi mesmo! A começar pela escola…

Escola – Ironia das ironias uma escola que forma tantos engenheiros civis por ano, fica alagada nos corredores quando choveu apenas umas pinguinhas.
E as aulas…

Álgebra – Típico professor de faculdade que está contra tudo e todos. A dar as aulas parece que está a ler o teleponto, porque só olha para a fila da frente…numa sala com 50 pessoas digamos que pouco se ouve. Além de criticar “um sujeito com um nome de filósofo”, crítica até o próprio reitor da escola bem como tudo o que é ministérios e tralha dessa. Ao menos solta um sorriso maroto quando acaba os seus devaneios.

Química – Só tive isto no 9º ano, ou seja pouco pesco disto. Mas já aprendi uma fórmula! A da sacarose (C12H22O11), para os incultos, isto é o açúcar. Estava o professor a explicar que depois de queimado o açúcar vai dar dióxido de carbono quando subitamente um crânio, futuro engenheiro deste país (não estou a falar de mim), se levanta e pergunta: “Mas professor, quando queimamos o açúcar não vai dar caramelo?”… é o que me lembro desta aula.

Física – Mais uma coisa que sei e aprendo desde pequenino. Começou bem, “quem é que nunca teve física no secundário?”, lá se levanta um braço, um bonito braço que era o meu, e que recebe uma resposta do professor algo do género:”bem, vais ter que estudar um pouco mais que eles…!”. Digamos que é aquela frase que qualquer um gosta de ouvir de um professor.

Desenho técnico – Fixe! Desenhos! Isso percebo eu, quem conhecia os meus livros sabe bem do que falo. Mas para chatear tem muito pouco relativo a desenhos. Para variar tinha que vir a “Frase da Aula”. “O objectivo desta disciplina é que vocês quando estiverem a explicar um assunto a alguém, tirem de um papel e de uma caneta e produzam um pequeno esboço”. Vou estar um semestre a estudar para saber fazer um pequeno esboço. Isto é o que se chama de ir ao pormenor. Mas o incrível foi a aula de hoje. Posso dizer que fui à Universidade para ter uma aula em que aprendi a fazer o ABECEDÁRIO …Insólito. É a pura das verdades. Fiz o abecedário e o meu nome numa folha quadriculada em itálico. Muito bom.

Mas fora isto, a escola até é porreira e tem árvores.

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Desabafos da República

No centenário da República não podia deixar passar esta marca que é tão influente na nossa vida quotidiana, ou não.

Um texto que fiz para o jornal da escola (uhh andas a evoluir - "Esalpicos" no futuro
"Dica da Semana", o céu é o limite):

“Manso é a tua tia pá”, o que eu aturo. Tenho 100 anos e cada vez mais se esquecem que estou a olhar por eles.

Um olho para ver, outro para ser visto. Mas não, entretidos a discutir o “Portugal dos Pec-nitos”, vão para outro espaço que não abrange os meus princípios.

Houve tempos em que me fartei disto. Consegui um fim de semana de férias e fui até ao Rio de Janeiro, foi lá que conheci a moda do topless. Depois não quis outra coisa eheh.(se bem que alguns mais pudicos insistam em me tapar). Mas voltei, Portugal não consegue viver sem mim, sou uma estrela. Férias agora? Vou as cadelinhas à Costa e pouco mais.

O Cristo Rei telefonou-me. Na palheta com ele é que comecei a ver que já estou velha para isto. Dói-me a cabeça, já viram o que é aturar aquela gente todos os dias? O problema é que alguns vão para ali com se fossem para o café.

Mas antes é que era bom, até “palhaço” chamavam uns aos outros. Parece uma tourada autêntica, um já se lembrou de fazer “corninhos”, só falta mesmo irem a correr e fazer uma pega de caras.

E quem pensa que há assuntos restritos na Assembleia da República anda muito enganado, até do “truca-truca” se falou há uns anos. Decorria o ano de 1982, debatia-se a interrupção voluntária da gravidez, quando Natália Correia em resposta a ao deputado João Morgado, que disse que «O acto sexual é para ter filhos», proferiu o seguinte poema: “Já que o coito, diz Morgado/ tem como fim cristalino/ preciso e imaculado/ fazer menina ou menino/ e cada vez que o varão/ sexual petisco manduca/ temos na procriação/ prova de que houve truca-truca/ sendo só pai de um rebento/ lógica é a conclusão/ de que o viril instrumento/ só usou parca ração! - uma vez/ E se a função faz o órgão – diz o ditado/ consumada essa excepção/ ficou capado o Morgado.” Isto é que eu gosto, já que há debate, que haja criatividade!

Sabiam que existe um manual do deputado? É um género de manual de instruções em que diz o que se pode e não se pode fazer na Assembleia. Mas como todo o Zé Povinho, ninguém quer saber daquilo e depois os resultados estão à vista.

Do palácio de S.Bento, não me posso queixar. Tenho tudo, restaurantes, bar, banco e até uma agência de viagens! Pergunta óbvia, para quê uma agência de viagens numa assembleia? Será que tem descontos para paraísos fiscais? Mwahah, Sou mesmo mazinha.

Vou tratar de vida, amanhã lá volto à minha rotina, a ver os senhores deputados agredirem-se verbalmente com metáforas muito giras e com ironias muito apuradas e simpáticas.
Mas será que este país podia ir para a frente sem este ambiente fofo na Assembleia da Republica?

Podia, mas não era a mesma coisa…

in Esalpicos de junho de 2010

Bem, vou aviar uma vida

Rui Freire

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Absurdos II

Certa manhã, estava a minha mãe a atar-me os sapatos quando me vem um pensamento à cabeça.
“Possas, de quantas ovelhas preciso para viver?”
Só que depois a ideia desapareceu com o micro-ondas a dizer que o leitinho já estava morno.


Estão a chegar as férias da Pascoa e chega também as dores de cabeça dos pais:


“Ai, o meu querido filho vai para os llorets e ainda me perde o juízo pelas espanhas”


E também as dos filhos:


“Ai, a minha quintinha e as folhinhas de couve que plantei, quem vai lá ordenhar a minha vaquinha rosa que dá leite de morango?”


Mas esse jogo é uma boa forma de mostrar às crianças que o leite de morango não vem das prateleiras do supermercado e mostrar aos adultos que passado 2 dias nasce uma couve e que dá muito dinheiro a agricultura. Ahaha estou a brincar, a agricultura não dá dinheiro nenhum.


Mas para ser realista era porreiro assim uma praga de gafanhotos ou um verão assim mais apertado para secar tudo, ou a gripe A, assim seria tudo mais engraçado e realista…


Tristeza,


Bem, vou aviar uma vida


Rui Freire

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nos estúdios do canal Parlamento

Isto de estudar é complicado, um tipo quase não tem tempo para nada, mas por acaso até tenho tirado alguns resultados (por agora) jeitosos, o que espero que venha a traduzir-se em algo como um veiculo motorizado de 4 rodas como prenda de natal (mãe pai…perceberam a indirecta??)…

Há uns tempos fui a Assembleia da República, não sabem o que é? É os estúdios de gravação das novelas que dão no canal parlamento. Aviso já que não é o melhor lugar para ver caras bonitas, mas sem dúvida para ficar impressionado por uns segundos, é o sítio ideal. Só de ver aquele enorme palácio no meio daqueles prédios quase a cairem de podre, causa logo um impacto bestial. Quando se entra do detector de metais para dentro, começam os quadros magníficos, pinturas esbeltas, salas aprumadas, corredores graciosos e uma senhora a passear um carrinho de compras…de que marca? Não interessa, mas era um carrinho de compras sem dúvida, sim é um pouco insólito mas foi engraçado.

Nos poucos momentos em que tive na sessão do plenário deu para ver algumas coisinhas deveras engraçadas, logo no início tiram tudo o que levamos (telemóveis e carteiras), no meu ver têm medo que as pessoas comecem atirar moedas de 5 cêntimos lá para dentro…é o que se iria chamar impostos directos ...ahahah… mas o giro é ver o que eles fazem. Uns, como aparece na comunicação social, falam dos assuntos importantes para o país, outros ouvem. Se acabasse por aqui eram óptimo, mas o único problema é que em 230 deputados só 30 (no máximo) estão atentos. O que fazem os outros? Uns vêem os emails, outros vêem fotos, outros lêem os jornais e outros vão à casa de banho 4 vezes por minuto… a maioria está em tertúlia a falar de tudo e de todos, menos dos assuntos parlamentares. Sim…cada um deles trabalha num assunto e especializa-se no mesmo, por isso não tem que estar atentos, mas fingiam um pouco! Mesmo assim foi muito porreira aquela horinha a ver os senhores deputados agredirem-se verbalmente com metáforas muito giras e com ironias muito apuradas e simpáticas.

Afirmativo, lá dentro os motoristas estão a polir as bombas, deve ser por causa dos dejectos dos pombos ou então é mesmo só para a fotografia.



The lying down game... o que é?

é a maior estupidez de sempre...deitar num lugar absurdo e tirar fotos...nós tiramos nas escadas da assembleia... (mais algumas imagens do jogo..aqui )

bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Absurdos I

Também gostava de ganhar 18 euros por minuto… será que podia substituir o senhor Cristiano durante uma hora?A partir destes números podemos começar a pensar em valores por horas e dias…mas pronto...o que não falta por ai é blog’s com esses números ..

A minha reflexão vai se debater sobre isto: “o que fazer para ganhar 18 euros por minuto durante 5 anos?

As minhas conclusões foram…

1ª- ser o Cristiano Ronaldo…
2ª- não encontro mais nenhuma..por isso este tema fica sem efeito…

Outra coisa muito interessante que me intriga bastante…

A bimby...que coisa estranha, pelo menos para mim.

Como devem saber a bimby é a panela de pressão moderna, mas que dá para fazer mais uma ou duas coisas. O que me mete confusão não é a maquineta em si mas o todo que envolve esta panela. Vejamos:

http://www.forumbimby.com/

Depois do hi5, twitter, facebook, orkut e youtube, este fórum é sem dúvida o mais visitado no mundo virtual. E o que encontramos lá? TUDO o que tem a ver com bimby desde receitas até aparelhos para a quitar. Mas eles são espertos, já inventaram uma coisa chamada a bimby júnior… para os putos fazerem a papinhas enquanto os pais descansam depois de um dia de trabalho…

Outras das coisas muito interessantes que encontramos no site são as receitas que encontramos no fórum dos bimbólicos…há com cada uma…das 7630 fico a pensar como é que uma panela faz aquilo sozinha... Frango com chutney de manga, Leitão com Feijão Branco, Tarte Semifolhada com Morangos entre outras…

Agora vou juntar os 2 temas de hoje…”será que o CR9 tem uma bimby?”hm não deve ter dinheiro para comprar uma…

Mas pronto...se tiverem curiosidade já sabem vão ver as “ sugestões para bimbar hoje”…

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fim de verão...

Todos sabem que só na zona interior do país tem esta coisa fantástica dos bailes de verão, no litoral já são as famosas feiras populares e romarias…não é que não existem por estes lados mas são menos usuais…

Tive o prazer de visitar uma na zona de Aveiro e tem muito que se lhe diga…

Logo na entrada estão as carrinhas daqueles homens que tem paleio que nunca mais acaba, a vender panos e paninhos, edredons e colchas e pares de meias com raquetes e bandeira portuguesa.

Só ai dá logo vontade de pegar numa cadeira e assistir ao stand up dos pobres…
“Minha senhora, em vez de dar 10€ para a sua menina ir há discoteca por uma noite, compre estas 4 toalhas por esses 10€ para o enxoval que dura uma vida inteira!”

E depois entram ao despique entre carrinhas…

“-Vá lá ver minha senhora 10 pares de meias por 5 euros!

-Colega já está a passar o seu tempo!!

-É só vender mais isto amigo!...

(passado 10 minutos)

-Pronto é tudo seu colega!!

-Como o cromo do meu colega ocupou o meu tempo a vender as tralhas eu vou começar a dar coisas…”

E assim chamam os velhotes perto das suas carrinhas dando baralhos de cartas e máquinas de barbear…

Depois começam aparecer as bancas com saldos maravilhosos do outro mundo e carradas de gente a vasculhar no meio das roupas…

Mais a frente começa a saga dos óculos… mesas e mesas de negros a vender o óculo da moda com caixa e tudo…e também aqueles que vendem aquelas estatuas africanas…sim ninguém compra aquilo mas existem peças e peças daquelas pela feira…

A parte mais engraçada é quando encontramos os índios peruanos a tocar (ainda) o Titanic em flauta de pã com as suas roupinhas e penas.

O que me chocou na visita a feira foi mesmo na zona dos carrosséis, o trabalho infantil que para lá havia, tive oportunidade de observar um caso…

Havia lá uma menina que não tinha mais que 6 aninhos a recolher os bilhetes das pessoas na lagarta… depois pediu à mãe e foi andar nos carrinhos de choque para as crianças…parecia um peixe na água… a guiar no meio das criancinhas como se tivesse feito aquilo desde que nascerá (é o mais provável).

Mas sim, é agradável passear e não ter estas tristes observações parvas das pessoas que ganham a vida nas feiras…

Anexo: (já começou a escola…bah)

Bem, vou aviar uma vida

Rui Freire

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Bailes de Verão

“Assim amor pois então, Começou nossa paixão, Nesse baile de verão”

Assim terminaria José Malhoa a música Baile de Verão, esta que é daquelas músicas mais repetidas pelos conjuntos nos arraiais de aldeia. Isto tem muito que dizer…a começar no nome das bandas…muito originais ahaha…Imagem 5 …Enigma 3…banda Stop…Banda Cool…Banda eléctrica…deve haver sem dúvida muitos mais nomes e mais engraçados, quem souber pode comentar…

Mas giro, giro, giro são as músicas…digam o que disserem o pimba é a música contemporânea dos pobres…e os poemas e sentimentos que cada uma transmite ao público ouvinte são de uma tal pureza que não tem sentido nenhum…vá ate tem mas é aquela coisa que não estamos habituados a ouvir todos os dias…

Mas o pior não é isso…o pior é quando começa a dar a música pimba, nós sem querer sabemos o refrão completo…isso sim é triste…

Voltando ao tema bandas…se virmos um espectáculo de um desses conjuntos ao segundo conjunto vemos logo que foi igual ao primeiro...só muda o nome…

Começam logo com uma música da moda para apresentação do conjunto... depois música pimba com fartura…lá aparece uma valsa e um tango raramente e uns kizombas valentes para encher…só depois da malta mais idosa ir embora é que começa a musica mais “moderna” com rock e muitos solos de guitarra para fazer o álcool entrar em acção…no fim é sempre a mesma coisa…acabam com Xutos e pontapés uma meia dúzia de músicas…mas a do final é mesmo “a minha casinha”...por vezes aparece “À minha maneira”...mas a casinha quase nunca falha…

Outra coisa que raramente falha é aquele momento do…

“Quem é do Benfica coloque o braço no ar…e do Sporting e do Porto? alguém do Porto?”

Isto é uma manobra de cativar as pessoas…ou não…mas existe aqueles conjuntos que repetem isto várias vezes, o que se torna maçador…

Para terminar só podíamos acabar com o fogo de artificio…a parte mais bonita da festa…se tirarmos o cheiro a queimado e aquelas pessoas que começam a trautear aquela música do Vangelis- “conquest of paradise”, (estão todos os leitores a perguntar “Mas que raio de música é essa?”Ao que eu digo para carregarem Aqui)…e por fim as exclamações a cada foguete que rebenta…ahhhh… que bonito...ahhhh…

Mas sem dúvida que não há nada como as festas de Agosto…

Bem, vou aviar uma vida

Rui Freire

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A historia como ela não é!

Confusão no bairro de Aljubarrota

Todos conhecem o que foi a batalha de Aljubarrota e como todos devem saber, hoje comemora mais um aniversario, defendendo a história mas dando um ar de graça...
decidi fazer pequenas alterações à história base e ficou mais ou menos assim:

Clube recreativo e desportivo do bairro de Aljubarrota:

Estava o John king a comer o seu tremoço e a ver o Benfica tv, quando chega em grande alvoroço Álvares Pereira. Quem era Jonh king? John era o líder do gang lá do bairro e o Álvares Pereira era o seu braço direito e era o director desportivo do gang, por isso o Jonh king tratava-o por condestável.

Voltando a história…

O Condestável vinha com uma notícia que pôs todo o bairro num grande estado de ansiedade.

- John king, tivemos um convite dos espanhóis…

-Não me digas mais nada… querem nos defrontar?

-Sim patrão…o primeiro jogo é em casa, não têm hipótese…

-Ahaha os espanhóis vão ver que nunca deviam nos ter convidado para jogar as escondidas...( Mwahahah – riso maléfico).

Chegou o dia do encontro…e lá estavam os 2 rivais prontos para jogar às escondidas…

Ficaram a contar os portugueses…porque estavam a jogar em casa…

E assim foi… lá foram os espanhóis pelo bairro a tentar arranjar um esconderijo enquanto o pessoal de Aljubarrota ficou a contar até 1234…

Correram, andaram e correram até que sem nada esperar um diz:

-Mira, una pizzaria…bamos..(sotaque espanhol)

Entraram...não viram ninguém e meteram se dentro do forno das pizzas..ali ninguém os ia procurar…eles eram espertos..

Só que nesse instante entra a dona da pizzaria…a menina Brites de Almeida… a pizzarola de Aljubarrota…

Na lenda diz-se que Brites era gorda e feia…mas como em Monforte não existe gente gorda e feia tivemos que por a menina Brites elegante e bonita…

Tinha ido levar uma pizza ao domicílio, quando vai abrir o forno…

Encontra lá os espanhóis a comerem as pizzas que já estariam frias…

-O que estandes ai a fazer??

-Mira, as pizzas estão deliciosas…

Um pouco frias - diz o outro.

-Dá-lhe lenha, dá-lhe lenha, dá-lhe lenha… (espanhol dá um calduço na pessoa que diz isto, que também é espanhol) (quem não perceber a piada carregue aqui)

A menina Brites pegou na pá das pizzas e começou a bater nos espanhóis gritando:

-Saiam já do meu estabelecimento…

E fugiram lá prá Espanha… ganhando o bairro de Aljubarrota por 2-0, por desistência do adversário…

No fim, festejaram por noite fora com a presença da artista pimba Cláudia Isabel..

Esta história foi encenada no Acareg, podemos dizer que não correu tão mal quanto isso..eheh… no final desta pequena estupidez só podemos concluir uma coisa…

Ninguém ganha aos portugueses a jogar as escondidas…

Bem, vou aviar uma vida

Rui Freire

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Petições

Ultimamente reparei que não tenho sido muito amigo de mim mesmo… estava o rui no seu exame quando começa a pensar “fogo…a tanto tempo que não escrevia o meu nome completo”… esta estupidez está associada com um assunto engraçado que são as petições.

Como sabem uma petição é o que se denomina num português comum , como abaixo-assinados… descobri uma site que ,quem não tiver mais nada que fazer e queira ocupar o tempo, pode visitar…http://www.peticao.com.pt/

Este site apresenta variadíssimas petições entre as quais encontramos algumas aceitáveis como: Petição Pela responsabilização efectiva das famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar; Petição para Pagamento de Honorários a Defensores Oficiosos. Sabendo ao principio que estas petições de nada vão valer. Os Peticionários marcam sempre a sua posição o que é de louvar.

Mas no meio de tanta petição, encontramos sempre aquelas que apresentam maior graça como: Petição "Queremos a Ana Malhoa na Eurovisão!";Petição "Churrascada do Quintal do Carlos Costa"; Petição "Para a Sónia almoçar comigo", entre outros…

Eu, como não poderia deixar de ser, tenho as minhas petições de eleição que são: Petição "Fim da Matemática 3 vezes por Semana!" (claro…);Petição para um Novo Hino Nacional: "Movimento Perpétuo Associativo" dos Deolinda (curioso…) e Petição "Dia do Adolescente" (os adolescentes tem direito ao seu próprio dia…).

Partam a descoberta deste site...pode despertar alguns sorrisos...

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A ciência das series televisivas

Series de televisão, aquelas que se perdermos um só episódio perdemos o fio à miada. Mentira… os episódios são sempre a mesma coisa… vejam lá se não é sempre…

Por exemplo o CSI:

1º- Morre a vítima

2º- Prendem o primeiro suspeito

3º-soltam o primeiro suspeito

4º-prendem o segundo suspeito

5º-soltam o segundo suspeito

6º-prendem o último suspeito e acaba.

Basicamente isto, com sorte morre mais uma pessoa no meio e tal…

E o Dr.House? É a mesma coisa…

1º-Aparece o doente

2º-os assistentes atiram postas de pescada adevinhar a doença e o house diz sempre que não…

3º-primeira tentativa de cura que falha sempre

4º-assistentes fazem mais testes e tentam outra doença…que também falha…

5º-house toma os comprimidos

6º-descobrem a doença e curam num minuto…

Assim qualquer um pode escrever o seu episódio de Dr.House…

Aqui vai o meu episódio…

Sintomas do doente: dor de cabeça e de barriga…

-Obesidade?

-não, os exames dizem que tem o peso adequado a altura…

-insónia?

-explica a dor de cabeça mas não a de barriga

-varicela?

-não, não tem os pontinhos vermelhos.

-Dislexia?

-o que isso tem haver?

-Está grávida?

-bem observado…façam o teste da gravidez

(Intervalo de meia hora)

-é um homem - House toma os comprimidos

-comeu muita carne?

-é vegetariano…

-comeu muito fiambre?

-hm… não comento…

-Diabetes?

-os exames dizem que não…

-Menopausa?

-estás despedido…

-Asma?

-não tem estes sintomas…

-abuso sexual infantil?

-hm…provável, mas o doente tem 44 anos...por isso não é infantil

-já sei… ontem foi sexta… está de ressaca…

-bingo…dá-lhe um chazinho e fica logo bom.

É sempre basicamente isto...ou não...

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

domingo, 12 de julho de 2009

Tecnologia associada ao português

Desde já agradecer a quem se deu ao trabalho de visitar este blog… já contribuíram para a minha felicidade…

Eu como tenho o prazer de ter alguns tempos livres e quando não tenho faço por ter, descubro algumas coisas interessantes (ou não) das coisas que acompanham o nosso dia a dia…

Pedia agora que pegassem nos vossos telemóveis; vão a pasta das mensagens, seguinte itens guardados e depois modelos…

Ai é que eu queria chegar… a tecnologia cada vez mais está associada ao ser humano, e como não poderia deixar de ser o telemóvel cada vez mais está associado ao típico português, ora vejamos…

Nessa pasta dos modelos a primeira sms que aparece é “estou atrasado. Chego às..”. Nota se logo o porque deste texto. O típico português chega sempre atrasado, se fosse num país nórdico, por exemplo, era uma sms do género “ vou chegar um pouco mais cedo, por volta das”…mas é o português que somos.

Outra do género é o “estou em reunião, telefona me às” só o típico português é que deixa os telemóveis ligados em reuniões e envia mensagens durante as mesmas. Mas depois sem querer lá se ouve o toque da moda no meio de um momento de trabalho…

Mas a que me chocou mais foi sem dúvida o “também te amo”, sinceramente duvido que alguém seja tão preguiçoso ao ponto de usar este modelo… mas fica o aviso. Meninas e meninos cada vez que receberem uma sms a dizer “também te amo” com acento no “e” é sinal que o vosso companheiro é um utilitário dos modelos do telemóvel…logo é preguiçoso…cuidado…

Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire

terça-feira, 7 de julho de 2009

Apresentação com solução

Olá. Maneira simples e eficaz de começar a minha serie de pensamentos prescindíveis. Qualquer pessoa que queira expressar as suas ideias começa logo por dizer mal de tudo e de todos… na mira contempla-se sempre o nosso país. Eu, sendo um homem virado para o futuro, decidi começar por descrever algumas ideias para sairmos desta crise economica social e outras tantas coisas.

Amigos, a solução para esta situaçao é mais facil do que parece. E a solução esta no…ALOE VERA..SIM, ALOE VERA…

Aloe vera, nome artístico de Aloe barbadensis, é um género de cacto que dá para fazer mil e uma coisas. É usada sobretudo para problemas de pele e intestinais. E logo ai, o aloé serve como detergente para a roupa, shampoos, iogurtes, pomadas, entre variadíssimas coisas. Já imaginaram aqui a zona centro cheia de cactos? Riqueza meus amigos..

Outra “salvadora da pátria” é sem dúvida a Glycine Max, Soja para os amigos. Como devem saber, a soja é um grãozinho que dá para fazer o que nós quisermos… massas, ingredientes de padaria, cereais, carnes, farinhas, misturas preparadas, bebidas, alimentos para bebe alimentos dietéticos, etc. Mas também sabão, cosméticos, resinas, tintas, solventes e biodiesel. Agora imaginem o Alentejo coberto de grãozinhos de soja…fazia sucesso.

Claro que eu vou ser mais um daqueles que atira bitaites para o ar…pode ser que algum inglês ou holandês aproveite esta ideia e plante as margens do Alqueva com soja…

Mas por agora ficam aqui duas boas ideias para inovar a agricultura portuguesa…
Bem, vou aviar uma vida.

Rui Freire